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Medicina Tradicional Chinesa

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) tem sua origem há, pelo menos 2.500 anos, inicialmente com seu conhecimento transmitido de forma oral e posteriormente transcrito em textos clássicos como O livro do Imperador Amarelo, datado de aproximadamente 400 a. c.

Hoje a MTC é reconhecida pela sua efetividade pela Organização Mundial de Saúde, tendo seus diagnósticos energéticos inseridos no Código Internacional de Doenças.

No Brasil o Conselho Federal de Medicina também reconhece a MTC como eficaz para diversas patologias e a Agência Nacional de Saúde orienta os planos de saúde a oferecerem acupuntura para seus clientes.

Como base filosófica a MTC utiliza os conceitos do Taoísmo, que concebe o Universo como um composto uno estruturado pelo Qi (Força ou Energia Vital), um princípio energético que promove o dinamismo e a atividade da matéria orgânica e do ser vivo, seja animal, seja vegetal. Manifesta-se sob dois aspectos opostos e complementares: o aspecto Yang, que representa a energia que produz calor, a expansão, a ascensão, o aumento das atividades; e o aspecto Yin que representa a energia que produz o frio, o retraimento, a descida, o repouso, a escuridão e a diminuição das atividades (Yamamura, 2006).

Os conceitos de Unidade e de Mutação são os pontos fundamentais da doutrina Taoísta. No livro Tao Te Ching, são diversas as passagens que deixam clara a ideia de que os fenômenos não acontecem por coincidência, mas se processam por meio de um caminho fixo e com a característica de serem cíclicos e contínuos.

Tudo parte de um Original, o Tao é o princípio a partir do qual tudo surge, portanto, em essência, tudo é a mesma coisa (Granet, 2004).

A MTC tem por base a integração e interação entre o ser humano e a natureza, a manutenção da saúde e a prevenção da doença, visando a harmonizar o estado de saúde geral das pessoas (Yamamura, 2006). O estado de saúde corresponde a um estado de equilíbrio entre os cinco elementos (Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água) e entre os dois aspectos opostos (Yin-Yang); esse equilíbrio é o responsável pela harmonia entre corpo, mente e espiritualidade; e as doenças são vistas como uma ruptura com tal harmonia, pois comprometem as funções do organismo (Nascimento, 2006).

O procedimento diagnóstico e terapêutico da MTC tem como base três teorias pautadas na compreensão taoísta de cosmos: a Teoria do Yin e Yang (aspectos opostos complementares que sustentam tudo o que é manifesto), a Teoria dos Cinco Elementos e a Teoria dos Meridianos (Canais de Energia).


A MTC utiliza como formas de tratamento a dietoterapia (tratamento através da alimentação), fitoterapia (prescrição de plantas medicinais, na forma de chás ou extratos em comprimidos ou cápsulas), acupuntura (aplicação de finas agulhas em pontos específicos do corpo), ventosa (aplicação de copos com pressão para gerar sucção na pele) e meditação (desenvolver habilidade para conduzir a mente para um estado de paz e felicidade).


Referências:

GRANET. M. O pensamento chinês. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.

NASCIMENTO, M. C. do. As duas faces da montanha: estudos sobre medicina chinesa e acupuntura. São Paulo: Hucitec, 2006.

YAMAMURA, Y. Entendendo medicina chinesa e acupuntura. São Paulo: Centre AO, 2006.